29.7.08

Antítese



...

Palavras silênciosas...
Deixe que o silêncio fale
e ecoe por si só.
Que as multidões vaguem na espera
e no anseio dos girassóis...

Enquanto nas estações e paradas houver,
um pouco daquilo que sempre esperamos encontrar
você sabe, sempre haverá o nosso lugar.

Porque no sol e nas cores sempre há uma letargia,
E essas ruas agora lotadas
de ecos, lembranças...De passos e marchas.

E essas lágrimas que parecem invisíveis,
Quando os flashs as calam.
Grite! Escutem! Por quê?
As balas voam sem asas
e os metais são frios como a dor...

E qual a razão desse silêncio agora?
Entre tvs dominicais e jornais...
Por que o amor enjoa?

Ante essa dádiva e
a vontade de nunca mais retornar...
Por que seguir ordens é sinal de progresso?
.
.
.
Deborah Caridade

2 comentários:

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Carlos Eduardo disse...

É gratificante ler versos tão belos e cheios de personalidade. Quando terminei de ler alguns juro, pensei estar lendo Drummond ou Lispector ou outro poeta ilustre. Seu talento é igual ou de maior que o deles.
Jóia de quilate raro, é você!

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