28.4.09

Deserto a noite.

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O deserto a noite é só sentimento,
Dotado de mil mistérios e quase
Nenhuma explicação.



É lugar belo e quieto
Como nossa alma.
E infinito como os sonhos...


É um templo na terra
De tesouros que podem ser tocados
E outros que voam com o vento

De ventos,
Imponentes e suaves
Como o destino.
Incansáveis e refrescantes,
Como um manancial.
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(Deborah Caridade)

13.4.09

As Canções do Silêncio


O amanhecer tem uma miragem, tem um brilho que cega mas ao mesmo tempo é o remédio para toda dor e todo medo. Sentada em minha varanda, escrevo agora sobre as canções que se calaram. Justamente aquelas canções que se perderam na imensidão. Que deslizaram de nossas mãos e foram de encontro ao infinito e jamais serão ouvidas novamente.

Do silêncio se fez a vida, e os momentos que jamais retornarão. Mas tenho a absoluta certeza de quando fecho os meus olhos e me concentro bem, posso ouvi-las novamente, em todos os seus acordes e ritmos. E de certa forma, sei que elas permanecem vivas por onde passaram. Por entre florestas, metrópoles e rios... A ecoar no horizonte, a transcender toda concepção de tempo, espaço, vida...

Nossas retinas capturam realidades, porém, existem realidades maiores que meus dedos, meus olhos... Nas quais jamais terei noção de suas formas, sua aparência. O mesmo posso supor do estranho e habitual todo que nos cerca. Somente tentar de olhos fechados, nessa frágil e infinita mente que possuo, criar mundos que só existam em mim...ou ainda sim, não só e exclusivamente.

Mas por agora, executo no silêncio uma canção, que navega num olhar. Uma pluma levada suavemente pelo vento...
(Deborah Caridade)

12.3.09

Uma manhã


Após aquele amanhecer,
ela não era mais a mesma.
Todas as estações e cores antes
estacionadas pelo conformismo
navegavam em sua mente,

era dor, amor, tristeza
e ao mesmo tempo equilíbrio.
Tudo lhe fazia sentido,
mesmo sem ter para onde ir.

Agora
era o momento mais preciso
para enlouquecer
e fazer do outrora,passado.

O passado estava em sua pele,tua carne,
mas em teu olhar morava o futuro,
e em teu andar
a capacidade de fazer o agora.

Nada mais era aquela menina,
nada mais,
nada além de uma mulher.
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(Deborah Caridade)

Bem Vindo =)

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