4.6.08

O Mistério e o Véu

O mistério é o tempero mais precioso que qualquer um advindo das índias, nem os mascates de orientais poderiam discordar dessa verdade, embora eles tentem nos persuadir a comprar alguns. O mistério é o véu que faz nossa mente anseiar por toda a verdade, tira-se o véu nada é como se pensa, pode ser melhor, pode ser pior. O véu apenas esconde, o véu é apenas anseio, por trás do véu nada há, além dos defeitos e qualidades que buscas em si mesmo.
O véu, a máscara são questões, na qual buscas ou apenas se imagina compreender na tentativa de encontrar a "realidade", o fato.
Alguns gostam de arrancá-los com toda brutalidade, há também aqueles que o tiram com cautela para não ferir-se na jornada sem também deixar de saciar aos poucos sua vontade afim de assimilar o que vês, e outros temem tanto a ponto de não ousarem tocá-lo ou nem ao menos pensar na hipótese de agir de tal modo"
O incompreensível instiga, fascina. A reação varia de pessoa a pessoa, mas nunca nos é indiferente. E um dia, no final dos atos, descobrimos que o véu nos revela, sempre, a nós mesmos.
(Deborah Caridade, 3/3/8)

24.5.08

Matemática do Tempo




Hoje percebi:
Não sou tão frágil quanto pensam,
Nem tão forte, quanto deveria ser...

Mas a força é uma equação,
que só o tempo
Há de resolver.

O tempo é um fio de cordas,
Onde nos penduramos e nos equilibramos,
Entre momentos, horas, dias, numa só vida,

Caminho, sou caminhante do futuro.
O passado é apenas escuridão,
Onde habitam fantasmas.

O presente é uma armadilha inexata:
Nos arrastamos nele
E achamos que o presente é só agora...

O presente é o mais engraçado
dos três personagens.
Nele o tempo parece que nunca passa...

Sem perceber a vida
toda passamos nele.
E nele passamos dessa vida.

O futuro é o anuncio,
do antes, agora e sempre, aquilo
que insistimos, em chamar de presente
.

Não pereças na caminhada,
Ainda há uma longa jornada,
Cresças forte.
.
.
.
Deborah Caridade

24.4.08

Estação do Fogo




Não é tempo de chorar
Não há tempo para pensar
Somente viva, respire o ar que lhe cabe
E pise onde podes caminhar

É momento de se atirar
No vermelho alaranjado
da estação inflamável
no amarelo-alegria

São os hormônios pulsando
em pele-flor
Instinto sentimento jorrando
em rios vermelhos de amor

É o êxtase completo
Na estação desejo
Em beijos calculistas
e olhos quentes,intencionados

Intenções...
Palavra cor de vinho
Doce e tinto
Que deixa gosto
De provar e arriscar...
.
.
.
Deborah Caridade

Bem Vindo =)

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