17.5.09

Quase seu nome


Agora eu vejo
O que antes eu não via
Vesti uma fantasia de velhos trapos
E desafiei o mundo

Busquei na lua um verso
Tropecei no meio de um protesto
Foi preciso me perder para me encontrar

Já me conformei com certas coisas
Outras, faço questão de mudar,
E mais algumas, fazer acontecer

O dia é a certeza que vêm
em pleno litoral
As frases e fases de outrora
Se foram, mas de alguma forma ficam e ficam

Segure a minha mão,
É só o que peço agora...
Não sei muito bem do amanhã
Mas ele promete ser surreal

Não tenho muito dinheiro
Só o suficiente para ser feliz
Te abraço e o que eu mais quero
É ter paz.
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Deborah Caridade

28.4.09

Deserto a noite.

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O deserto a noite é só sentimento,
Dotado de mil mistérios e quase
Nenhuma explicação.



É lugar belo e quieto
Como nossa alma.
E infinito como os sonhos...


É um templo na terra
De tesouros que podem ser tocados
E outros que voam com o vento

De ventos,
Imponentes e suaves
Como o destino.
Incansáveis e refrescantes,
Como um manancial.
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(Deborah Caridade)

13.4.09

As Canções do Silêncio


O amanhecer tem uma miragem, tem um brilho que cega mas ao mesmo tempo é o remédio para toda dor e todo medo. Sentada em minha varanda, escrevo agora sobre as canções que se calaram. Justamente aquelas canções que se perderam na imensidão. Que deslizaram de nossas mãos e foram de encontro ao infinito e jamais serão ouvidas novamente.

Do silêncio se fez a vida, e os momentos que jamais retornarão. Mas tenho a absoluta certeza de quando fecho os meus olhos e me concentro bem, posso ouvi-las novamente, em todos os seus acordes e ritmos. E de certa forma, sei que elas permanecem vivas por onde passaram. Por entre florestas, metrópoles e rios... A ecoar no horizonte, a transcender toda concepção de tempo, espaço, vida...

Nossas retinas capturam realidades, porém, existem realidades maiores que meus dedos, meus olhos... Nas quais jamais terei noção de suas formas, sua aparência. O mesmo posso supor do estranho e habitual todo que nos cerca. Somente tentar de olhos fechados, nessa frágil e infinita mente que possuo, criar mundos que só existam em mim...ou ainda sim, não só e exclusivamente.

Mas por agora, executo no silêncio uma canção, que navega num olhar. Uma pluma levada suavemente pelo vento...
(Deborah Caridade)

Bem Vindo =)

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Amo escrever aqui e na correria de sempre, que é muita (como toda criatura urbana), volta e meia ele fica um pouco desatualizado. Mas busco atualizá-lo sempre que possível, não tenho uma frequência exata, mas em respeito a quem acompanha e visita, ao menos uma postagem por mês ou semana você encontra por aqui!

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